Irmãos Cristian e Daniel Cravinhos pedem prisão domiciliar

No dia seguinte à transferência de Suzane von Richthofen, de 22 anos, do Centro de Ressocialização de Rio Claro, para a casa de seu tutor, o advogado Denivaldo Barni, onde ela ficará em prisão domiciliar, a defesa dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos ingressou com pedido de extensão do benefício concedido à jovem no Superior Tribunal de Justiça. Os dois irmãos são réus confessos, junto com Suzane, do caso do assassinato dos pais delas, casal Manfred e Marísia von Richtofen. O julgamento dos três está marcado para começar na próxima segunda, dia 5.O pedido de extensão será analisado pelo ministro Nilson Naves. Os advogados dos irmãos Cravinhos argumentam que, como o ministro teria reconhecido que a detenção de Suzane era desnecessária, o mesmo entendimento deve ser estendido aos acusados, "afastando a adoção de dois pesos e duas medidas em detrimento dos acusados".Os irmãos Cravinhos estão presos na Penitenciária João Batista de Arruda Sampaio, em Itirapina, São Paulo. Eles haviam conseguido a liberdade também por meio de um pedido de extensão em habeas-corpus de Suzane, em 8 de novembro de 2005. O Ministério Público de São Paulo pediu novamente a prisão dos irmãos depois que deram uma entrevista para uma rádio.A defesa ainda informa que, caso seja concedida a prisão domiciliar, os irmãos ficariam recolhidos na casa dos pais, em São Paulo. Suzane, seu namorado Daniel e o irmão dele, Christian Cravinhos, confessaram terem matado o casal Marisia e Manfred von Richthofen, a golpes de pauladas, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002. Os acusados responderão por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, com a utilização de meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.SuzaneSuzane passou a manhã desta terça-feira trancada na casa de seu tutor, Denivaldo Barni. As cortinas da residência ficaram abertas, e o único movimento registrado foi a colocação de uma gaiola de passarinhos na janela. Em frente ao edifício da Rua Nilza Medeiros Martins, 340, na Vila Sônia, zona sul da capital, não havia nenhum tipo de policiamento ostensivo, nem curiosos.Ontem, ao chegar ao local, vinda do Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior do Estado, a jovem foi recebida por muitas pessoas que se aglomeravam na porta do edifício e a chamavam de "assassina", aos gritos.

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