Irmãs são soltas após pagamento de resgate

As meninas Gabriela, de 4 anos, Marcela, de 8, e Daniela Dias Garcia Diniz, de 10, que haviam sido seqüestradas no dia 12, a caminho da escola, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, foram libertadas na noite desta quinta-feira, após pagamento de R$ 40 mil. Filhas de Ricardo Garcia Diniz, presidente da agência de notícias Reuters no Brasil, elas permaneceram 9 dias no cativeiro.Gabriela, Marcela e Daniela foram deixadas no km 18 da Estrada de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Lá, pediram ajuda a uma moradora para chamar os pais. Às 22 horas desta quinta, elas estavam bem e seriam levadas para casa pela polícia.O pagamento do resgate havia sido acertado nesta quarta-feira. Os seqüestradores ligaram para Diniz e perguntaram quanto dinheiro ele tinha. "Tenho R$ 40 mil", respondeu. Nesta quinta, às 20h30, o resgate foi pago.O seqüestro ocorreu na esquina da Rua Raimundo Simão de Souza com a Avenida Guilherme Dumont Vilares, no Morumbi.Às 6h30, como de hábito, as três meninas estavam sendo levadas pela babá e pelo motorista num Passat para o Colégio Porto Seguro. Poucos metros depois de saírem de casa, o Passat foi ultrapassado por um Gol, que fechou a sua frente. Atrás dele, parou um carro que parecia ser um táxi. Dois homens desceram e apanharam as meninas.Uma delas, assustada, abraçou sua poodle de estimação, Lili, que também foi levada pelos bandidos. Enquanto isso, outros dois seqüestradores entraram no Passat e mandaram o motorista e a babá se abaixarem.Reféns dos bandidos por quase uma hora, eles foram abandonados perto da estação do metrô da Vila das Mercês, na zona sul, enquanto as meninas foram levadas para um cativeiro, provavelmente na região de Sorocaba, interior de São Paulo.Os seqüestradores telefonaram para a casa do pai das crianças e exigiram resgate de R$ 4 milhões.Disseram ainda, para impressioná-lo, que tinham ligações com a polícia - coisa que costumeiramente dizem para evitar que a família procure ajuda. Apesar disso, a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) foi informada pelos pais das meninas e passou a investigar o crime.Enquanto isso, a família negociava o resgate com a quadrilha. Como não podiam pagar o exigido, os criminosos aceitaram, quatro dias depois, abaixar o resgate para R$ 100 mil, o que ainda era muito. Ao mesmo tempo, os criminosos fizeram a filha mais velha falar com o pai ao telefone e provar que todas as três estavam passando bem. Até então, não haviam feito ameaças. Nos dias seguintes, porém, começaram a telefonar e dizer que iam matar uma das meninas.No dia 18, as investigações da DAS levaram os policiais a prender o primeiro suspeito de participar do crime. O homem, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça, negou ter participado, mas confessou ter sido convidado por um amigo a seqüestrar as três meninas. Por isso, não sabia onde era o cativeiro das vítimas.

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