Isento de ISS, autônomo não deve baixar preços

A maior parte dos sindicatos de classe consultados pelo Estado acredita que a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) não vai diminuir o valor dos serviços prestados. A medida foi aprovada pela Câmara Municipal na madrugada de ontem. "Não terá impacto sobre o preço dos serviços", diz Paulo Afonso Costa, diretor administrativo do Sindicato de Arquitetos do Estado de São Paulo (Sasp). A categoria pertence ao grupo que paga a maior taxa anual de imposto: R$ 980,15. A mesma posição é defendida pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). De acordo com o presidente da entidade, Márcio Kayatt, a redução é positiva, pois trará "alívio financeiro" para muitos advogados em tempos de crise. "Mas não dá para dizer que os clientes serão beneficiados, pois o ISS é um dos impostos menos impactantes." Os engenheiros são os únicos que discordam. "Com a isenção, o engenheiro pode diminuir os preços dos projetos e atender um número maior de clientes", diz o presidente do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, Murilo Pinheiro. Segundo ele, a categoria batalhou muito para a queda do ISS, que representava até 20% do valor do projeto.

MÔNICA CARDOSO e RENATO MACHADO, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2008 | 00h00

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