Isolante injetado na veia matou pacientes em Campinas

Substância usada em exames de ressonância era manipulada sem conhecimento da Vigilância em Saúde

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2013 | 22h27

CAMPINAS - Um composto químico usado em processos industriais como isolante elétrico, manipulado sem conhecimento da Vigilância em Saúde para exames de ressonância de próstata, foi a causa das mortes de três pacientes no Hospital Vera Cruz, em Campinas, em 28 de janeiro, após realizarem exames de ressonância magnética no crânio.

O perfluorocarbono foi injetado na veia dos pacientes por engano por uma técnica de enfermagem que estava em experiência e trabalhava sem a supervisão da enfermeira-chefe. Os pacientes – dois homens de 36 e 39 anos e uma mulher de 29 – morreram de parada cardiorrespiratória na clínica Ressonância Magnética Campinas (RMC), que funciona dentro do hospital, um dos particulares mais conceituados da cidade.

“Esse produto é usado em exames de próstata, no reto, mas sem contato com o organismo. Em hipótese alguma, ele pode ser injetado", afirmou o coordenador do Centro de Controle de Intoxicações de Campinas, Eduardo Melo de Capitane, da Unicamp.

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