Italiano deve ficar preso no Deic até a extradição

O siciliano Vicenzo Consoli, condenado na Itália por seqüestro, assassinato e contrabando de armas, deverá ficar nas celas do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF), até a sua extradição.Sua mulher, a filha e o advogado entregaram aos policiais, na noite de segunda-feira, três malas com roupas e material de higiene. Nos últimos 22 anos, Consoli usou o nome de Alessandro Ghezzi e viveu em Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo, como um empresário de sucesso e amigo de autoridades. Está com prisão decretada pelo ministro Maurício Corrêa, do STF, que atendeu ao pedido do governo italiano para a sua captura no Brasil e extradição.Ele está na Polícia Civil por causa do flagrante por falsa identidade, e não quer ser transferido para uma unidade da Polícia Federal. Ouvido pelo delegado José Márcio Lemos da PF de São Paulo, Consoli não deu detalhes sobre as pessoas que o ajudaram a conseguir a carteira original de estrangeiros e os demais documentos com o nome Ghezzi: "Conheço policiais civis e federais, mas não lembro o nome de nenhum deles."

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