Italiano preso por beijar a filha é transferido para hospital no CE

Ele está internado na companhia da mulher e sob escola policial; casal acusa o pai de abusar da filha de 8 anos

Agência Brasil,

07 de setembro de 2009 | 10h53

O italiano preso em Fortaleza, suspeito de ter abusado sexualmente da própria filha, foi transferido para o hospital na tarde do domingo, 6, devido a uma crise hipertensiva. O diagnóstico foi assinado pela médica Janaína Oliveira, levada pelo advogado Flávio Jacinto ao 2º Distrito Policial, onde o italiano estava preso desde a última terça-feira.

 

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"Quando chegamos à delegacia, vimos que ele estava muito tenso, nervoso e não tinha comido. Por isso, resolvemos buscar um médico para que o atendesse. Ao medir a pressão sangüínea, ela determinou que ele fosse transferido para o hospital e pediu uma série de exames", contou Flávio Jacinto.

 

O italiano está internado no terceiro andar do Hospital Gênesis na companhia da mulher e sob escolta da polícia. A transferência, no entanto, não foi determinada pela Justiça. De acordo com o advogado, bastou o diagnóstico da médica para que ele fosse levado ao hospital, que é particular.

 

A acusação contra o italiano é que ele teria cometido estupro vulnerável, previsto no Artigo 217-A, da Lei 12.015, que entrou em vigor em agosto último. De acordo com o relato de um casal de turistas brasileiros, ele teria beijado a filha e acariciado suas partes íntimas dentro da piscina de uma das barracas localizadas na Praia do Futuro, em Fortaleza. Caso fique comprovado o abuso, a lei prevê pena de 8 a 15 anos de prisão.

 

O inquérito policial tramita em segredo de Justiça. Quatro testemunhas já foram ouvidas, entre elas o casal. Segundo a delegada Ivana Timbó, chefe da Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescente (Dceca), responsável pela apuração do caso, as informações prestadas foram muito veementes. As duas testemunhas disseram que o italiano estava dentro da piscina com a filha e disse que as carícias feita por ele na filha incomodaram várias pessoas que estavam na barraca.

 

A menina também foi ouvida pela polícia, na companhia da mãe, de uma psicóloga e de uma assistente social. A delegada pretende ouvir mais três testemunhas na terça-feira, 8, todos funcionários da barraca onde o crime teria ocorrido. Ivana disse ainda que espera concluir o inquérito até a próxima quinta-feira. O fato de o italiano ser pai da menina não está sendo questionado. "Não faz diferença na nova lei. O crime é o mesmo", disse a delegada.

 

Com a repercussão do caso, o casal de turistas brasilienses que acusou o italiano abreviou a volta para casa. Uma das testemunha chegou a dizer que o beijo que o pai deu na filha não apenas um "selinho", um beijo rápido, como alegou a mãe da menina, que disse ser costume da família se cumprimentar dessa forma.

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