Italiano quer esperar em casa por decisão do STF

O italiano Vicenzo Consoli, de 57 anos, preso no Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), em São Paulo, à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF), quer que a Justiça paulista o autorize a esperar em liberdade a decisão do governo brasileiro, de extraditá-lo ou não para a Itália.Condenado na Itália por homicídio, seqüestro e contrabando de armas, Consoli viveu durante 22 anos em Jundiaí, no interior de São Paulo, com o nome de Alessandro Ghezzi. Ele disse ao delegado Manoel Camassa, que o prendeu e o autuou por uso de documento falso, que tem filhos brasileiros, e toda "uma vida" em Jundiaí, onde é dono de imóveis e empresas. Por isso, acredita em sua liberação.Disse que suas amizades são ?influentes? na cidade. Consoli está exigindo dinheiro para dar entrevistas. Procurado por uma revista, disse estar disposto a falar de sua vida - mas o pagamento deve ser adiantado.O italiano, que alugou uma de suas casas em Jundiaí para que a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo instalasse o 3º Distrito Policial, informou ao delegado Camassa ter entrado no Brasil com seu verdadeiro nome e, por US$ 20 mil, conseguiu o documento de identidade de estrangeiro.Com US$ 100 mil recebidos em São Paulo de seu tio Vicenzo Francesco Consoli, que morreu no ano passado, montou na capital um restaurante, uma firma de confecções e comprou chácaras e casas em Jundiaí, com o nome falso de Ghezzi. "Eu declarei, paguei e recebi restituições do Imposto de Renda. Fiz tudo direito", disse o siciliano ao policial.

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