Fabio Motta/AE
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Itamaraty já saúda Patriota como novo chanceler

Em almoço com diplomatas, no Rio, secretário-geral é brindado pela indicação, mas evita comentários antes do anúncio formal

Alessandra Saraiva, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2010 | 00h00

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio Patriota, foi saudado ontem por amigos diplomatas como o ministro das Relações Exteriores do governo da presidente eleita, a petista Dilma Rousseff, em evento no Rio. Sua indicação deve ser anunciada hoje.

Ao participar da abertura da III Conferência Brasileiros no Mundo, iniciada ontem e que prossegue hoje e amanhã no Palácio do Itamaraty, Patriota ouviu em silêncio a fala do embaixador Jerônimo Moscardo, ex-titular da Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior (SGEB) e copresidente da conferência, que o cumprimentou pela nomeação.

"Ele já foi indicado pela presidente Dilma (para o cargo). Eu queria dizer aqui meu entusiasmo a ter Patriota como sucessor de Rio Branco (referindo-se ao Barão de Rio Branco, diplomata do MRE no início do século XX)", afirmou, arrancando aplausos da plateia.

Em seguida à fala de Moscardo, o embaixador extraordinário para Assuntos Migratórios, Afonso Massot, afirmou que não havia um nome mais adequado que o de Patriota para o cargo.

Discrição. Antes dos cumprimentos dos diplomatas, Patriota falou durante a sessão de abertura do evento. Mas não mencionou em nenhum momento sua escolha para o ministério. Ele apenas lembrou sua trajetória como embaixador e informou a intenção do governo brasileiro de abrir novos consulados pelo mundo, principalmente em países vizinhos ao Brasil - o que dependeria de recursos e de avaliações sobre a demanda do governo brasileiro.

Após participação no evento, Patriota foi questionado por jornalistas sobre sua escolha para o primeiro escalão, mas se recusou a falar com a imprensa que o aguardava.

Mulheres. A presidente eleita chegou a cogitar a possibilidade de nomear uma mulher para o cargo de ministra das Relações Exteriores. Entre os nomes que circularam nos bastidores estava o de Vera Machado, subsecretária-geral de Política do Itamaraty, que foi embaixadora no Vaticano e na Índia. A indicação de Patriota prevaleceu. Além de ter a simpatia de Dilma Rousseff, contaria a seu favor o bom relacionamento com os Estados Unidos. O chanceler foi por dois anos embaixador em Washington, o que facilita a construção de pontes com o Brasil.

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