Itanhaém, no litoral de São Paulo, tem epidemia de dengue

A cidade litorânea de Itanhaém enfrenta uma epidemia de dengue. Desde janeiro, ocorreram mais de 449 casos no município. Para se ter uma idéia do caos, a porta do único hospital regional está lotada de pessoas com suspeita da doença. A unidade tem capacidade para realizar 300 atendimentos por dia. Atualmente, recebe mais de 800 pacientes com sintomas parecidos com os da dengue, como febre alta. "Não tem como dizer para a população ficar tranqüila. As pessoas estão assustadas. Se a situação não melhorar podemos, mais adiante, ter perda até de receita com turismo, por exemplo", alerta o secretário de Saúde, Marcelo Di Giuseppe. No ano inteiro de 2006, Itanhaém registrou 62 casos de dengue, situação bem diferente se comparada com os 449 infectados nos quatro primeiros meses deste ano. Ainda faltam sair resultados de 169 exames de pessoas suspeitas de estar com dengue. Itanhaém está em 17 º lugar no ranking de cidades com maior número de casos no Estado de São Paulo. Na Baixada Santista, ganha de Santos, com 102 infectados, e de Cubatão, com 55. O secretário atribuiu a explosão de casos a diversos fatores. Ele explica que há 52% de recusa de moradores na hora de receber os agentes de saúde. "Muitas pessoas têm medo de abrir a porta." Outro problema, segundo o secretário, é a dificuldade de entrar em casas de veraneio. "Em alguns casos, nossos agentes jogam sachês de areia nas piscinas subindo muros das casas", diz Giuseppe. Dengue hemorrágica Em 19 de março deste ano, uma estudante moradora de São Paulo morreu de dengue hemorrágica após contrair a doença em Itanhaém. Segundo o secretário, uma pessoa morreu recentemente na cidade e existe a suspeita de que ela estaria com dengue. "Se confirmado, esse será o segundo óbito aqui. E óbito choca a cidade inteira", disse o secretário.

Agencia Estado,

25 Abril 2007 | 08h43

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