Itapetininga, paraíso dos maus motoristas. Oficialmente

Estacionar em local proibido, falar ao celular dirigindo ou parar sobre a faixa de pedestres, as infrações de trânsito mais comuns, não geram multas há mais de um ano para os motoristas de Itapetininga, cidade de 133 mil habitantes, na região de Sorocaba. Isso não significa que os quase 50 mil veículos que circulam na cidade não cometam infrações. É que, por falta de um convênio com a prefeitura, a Polícia Militar suspendeu a fiscalização do trânsito desde o dia 8 de setembro do ano passado. O município não dispõe de Guarda Municipal, nem de outra forma de fiscalização própria. "A cidade virou o paraíso dos maus motoristas", critica o vereador José Rolim Pinto (PL). Segundo ele, a impunidade tem levado condutores a cometer infrações que colocam em risco a vida de pessoas, como avançar o sinal vermelho, abusar da velocidade e trafegar na contramão. "Existe a certeza de que não haverá multa." Ele defende a criação de uma guarda municipal para atuar no trânsito. Para tornar legal a atuação da guarda, segundo ele, é preciso que a prefeitura municipalize o trânsito, o que ainda não ocorreu. Um projeto de convênio com a Polícia Militar foi enviado à Câmara no fim do ano passado, mas acabou sendo rejeitado. A falta desse convênio impede a atuação da PM na fiscalização das infrações relativas ao uso do solo, como a sinalização, parada e estacionamento de veículos, segundo o comandante interino do 22º Batalhão capitão Roberto Botelho.

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