Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Ivo Pitanguy é enterrado no Rio

As atrizes Maitê Proença e Maria Zilda e a socialite Narcisa Tamborindeguy se despediram do cirurgião; Academia Brasileira de Letras decreta luto de três dias

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2016 | 19h34

RIO - Dezenas de amigos e parentes prestaram suas homenagens ao cirurgião plástico Ivo Pitanguy, morto aos 93 anos, na tarde deste sábado por infarto. O velório, seguido pela cremação, aconteceu ontem no Memorial do Carmo, região central do Rio.

A filha de Pitanguy, Gisela, contou que o pai estava muito contente por ter participado do revezamento da Tocha Olímpica e por ter assistido à abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em sua casa na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

“Ele teve uma vida intensa, de muito trabalho e muita dedicação. Foi um privilégio conviver com ele, e de alguma maneira ele foi nos ajudando a nos preparar para esse final”, declarou Gisela durante o velório do pai.

As atrizes Maitê Proença e Maria Zilda e a socialite Narcisa Tamborindeguy foram algumas das pessoas que estiveram presentes para se despedir de Pitanguy.

“Ele foi um marco no Brasil, é uma perda irreparável, um gênio mundial, uma pessoa internacionalmente do bem, um grande amigo. Estou muito emocionada, ele foi o primeiro que me operou. Vai deixar muita saudade no meu coração”, disse Narcisa, contendo as lágrimas.

Segundo a filha de Pitanguy, o cirurgião pisou pela última vez num centro cirúrgico, para operar, quando já tinha 91 anos. O médico prestava consultas até o início de 2016 e ainda auxiliava a sua equipe médica. O neto Antonio Paulo Pitanguy Miller, que trabalhava com o avô, ressaltou a dedicação aos pacientes e legado à especialidade da cirurgia plástica.

“É uma perda emotiva para mim muito grande, mas também para a especialidade. Ele deixou uma marca baseada em décadas de trabalho. Até o final ele foi um maratonista, trabalhando, sempre de forma muito positiva”, disse o neto.

Em viagem ao exterior, o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Domício Proença Filho, decretou luto de três dias na entidade. Pitanguy foi eleito imortal na ABL em 11 de outubro de 1990 para ocupar a cadeira 22.

Já o professor e também acadêmico Arnaldo Niskier lembrou do prestígio internacional de Pitanguy. “Ele foi um ser humano extraordinário, não foi apenas um profissional competente”, disse Niskier.

Outros imortais que compareceram à despedida de Pitanguy foram o professor Candido Mendes, o diplomata e escritor Alberto da Costa e Silva, a jornalista e escritora Rosiska Darcy de Oliveira e o diplomata Geraldo Holanda Cavalcanti.

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