Já a parte nobre está na fila para ser tombada

No mesmo dia em que poderá tirar do processo de tombamento 21 imóveis da parte menos nobre da Lapa, o Conselho do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) poderá em outra decisão tombar a City Lapa, a parte nobre do bairro, onde ficam o Alto da Lapa e a Bela Aliança. O projeto, se aprovado, vetará mudanças no traçado das ruas e na vegetação da região, planejada na década de 20 sob o mesmo conceito de bairros-jardins, como Pacaembu e Jardim América. A nova resolução tem apoio de urbanistas e de moradores. A regra, contudo, não proíbe a demolição e a ampliação dos imóveis, desde que mantenham altura máxima de 9 metros e recuos em relação à rua e aos muros. O processo de tombamento teve início em 1992 no Conpresp, mas nunca chegou a ser votado. Outro pedido começou a tramitar no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1998. PARECER TÉCNICO Os moradores da região, para convencerem o Conpresp, conseguiram pareceres do arquiteto Cândido Malta e do geógrafo Aziz Ab?Saber. Os especialistas apontam que construções baixas permitem a circulação de ar, que é interrompida pela existência de grandes edifícios. Também é defendido o traçado adotado na região, como uma concepção urbana inovadora.

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