Já houve 23 greves de ônibus na gestão de Marta

Desde que assumiu o Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura de São Paulo, em 2001, Marta já enfrentou 23 paralisações no setor de ônibus, a maioria pelo mesmo motivo: falta de pagamento de salários, vales ou tíquete-refeição. Desta vez, no entanto, os motoristas cruzaram os braços para impedir a saída de oito empresas do sistema detransportes da capital.Há anos o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo é o calcanhar de Aquiles de qualquer administrador, e não vem sendo diferente com a prefeita.Entre grandes e pequenas greves, foram sete paralisações em 2001, sete em 2002 e nove em 2003 - contando com a greve iniciada nesta segunda-feira pela categoria. Muitas dessas greves já foram apontadas como locaute - paralisação com a participação dopatrão. O sindicato sempre negou tal postura e diz defender apenas os interesses da categoria.De um lado, Edvaldo Santiago grita que o fechamento das oito empresas vai causar 10.800 demissões. Do outro lado, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, afirma quemuitos desses homens serão absorvidos pelo próprio setor e que os outros poderão ser beneficiados pelos programas sociais daPrefeitura.

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