Já são 37 os mortos em Angra

O número de mortos confirmados em Angra dos Reis subiu hoje para 37. Segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Jorge Alberto Soares de Oliveira, foram encontrados mais três corpos hoje. Calcula-se que ainda haja de 15 a 20 desaparecidos. Nos oito abrigos do Estado encontram-se 1.500 pessoas.O ministro da Integração Nacional, Luciano Barbosa, disse que provavelmente amanhã será editada medida provisória liberando recursos extras para o socorro às vítimas das fortes chuvas em Angra dos Reis (RJ), informou há pouco sua assessoria de imprensa. Por determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso, Barbosa está em Angra acompanhando os trabalhos de atendimento aos desabrigados. O desmoronamento de casas e o deslizamento de barreiras deixaram desabrigadas cerca de 1,5 mil pessoas. Ainda hoje, segundo assessores, o ministro irá ao Rio Grande do Sul para acompanhar o atendimento às vítimas da chuva no município de Dom Pedrito. Estado do Rio - Oitenta pessoas permanecem desalojadas em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por conta das chuvas que atingiram a cidade no domingo e na segunda-feira. O prefeito Alair Corrêa (PSDB) informou que vai indenizar os moradores que tiveram prejuízo e vivem nos locais em que a enchente ocorreu por culpa de alguma obra da prefeitura. Corrêa estuda ainda processar a concessionária de água Pró-Lagos, que, segundo a prefeitura, danificou a rede de drenagem dacidade ao construir o sistema de esgoto, provocando o alagamento dos bairros centrais. Até o fim da tarde, a concessionária não se manifestou sobre a acusação da prefeitura. Ontem, choveu pouco na cidade, mas os bairros Caminho de Búzios, Parque Burle e Tangará continuavam inundados.No Rio, a Defesa Civil Municipal registrou 83 chamados de socorro em 24 horas ? nenhuma considerada grave. A região mais atingida foi a zona norte. Um deslizamento de terra no Morro do Borel, no bairro da Tijuca, provocou a interdição de duas casas, construídas próximas à encosta. No Rio Comprido, um muro que dividia duas casas caiu. Ninguém ficou ferido. Em Cavalcante,houve queda de barreira numa pedreira abandonada. De acordo com o relações públicas da Defesa Civil, coronel Jorge Lopes, foram registradas ocorrências consideradas leves nas cidades serranas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Os três municípios estão em estado de alerta. Em Petrópolis, uma família foi desalojada depois que houve um pequeno deslizamento próximo à casa. Os bairros mais atingidos foram Alto daIndependência e Quitandinha. Ao todo, foram 30 chamados de socorro para a Defesa Civil. Em Santa Maria Madalena, no norte fluminense, local em que foi registrado o maior índice pluviométrico do Estado na madrugada de ontem (155,2 milímetros) a situação permaneceu tranqüila. ?A cidade suportou bem a chuva?, afirmou Lopes.Usinas - As usinas Angra 1 e Angra 2 estão operando normalmente apesar das chuvas. Nota divulgada ontem pela Eletronuclear, estatal que opera as usinas, informou que a condição de Evento Não Usual, declarada por prevenção às 9h30 de segunda-feira, foi cancelada na tarde do mesmo dia, depois que a BR-101 (trecho Rio-Santos) foi liberada. O prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, chegou a pedir a interrupção dos trabalhos nas usinas, depois que deslizamentos de barreiras interditaram a BR-101 em vários pontos. O prefeito alegou que o plano de fuga de moradores em caso de acidente nuclear estava comprometido. Enquanto a estrada esteve fechada para o tráfego, a Eletronuclear ficou em alerta, mas não paralisou as atividades nas usinas porque havia outra rota de escape pela RJ-155 (Lídice-Barra Mansa). Segundo a assessoria de imprensa da estatal, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) poderia determinar a interdição das usinas somente se todos os acessos a Angra estivessem interditados.Leia Também:» Sobe para 36 o número de mortos em Angra dos Reis » Desmoronamento mata uma família inteira » Chuva vem causando tragédias no RJ

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.