Já são 37 os mortos em temporal no Rio

Pelo menos 37 pessoas morreram, entre elas dez crianças, durante o temporal que castigou o Rio por 12 horas seguidas. A véspera de Natal foi marcada ainda no Estado por 90 deslizamentos de encostas e 200 desabamentos de casas, que deixaram cerca de 600 pessoas desabrigadas. A chuva, com rajadas de vento que chegavam a 81 quilômetros por hora, começou por volta das 20 horas de ontem e, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, representou volume pluviométrico superior ao de um mês inteiro.No município de Petrópolis, onde foi decretado estado de emergência, as chuvas deixaram um saldo de 20 mortes, sendo seis crianças. Cerca de 400 voluntários estão ajudando na operação de resgate. A cidade, na região serrana, ficou isolada, com a queda de cinco barreiras nas estradas de acesso.Até o fim da tarde haviam sido registradas cinco mortes no município do Rio (quatro no Morro do Alemão, em Olaria, e uma no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, ambos na zona oeste); oito em Duque Caxias, na Baixada Fluminense; duas em Niterói, na região metropolitana, e duas em Paracambi, também na Baixada, onde foi decretado estado de calamidade pública devido ao grande número de desabamentos e de desabrigados.No Morro do Alemão, em Olaria, um dos maiores complexos de favela do Rio, os estragos foram grandes. Uma família inteira foi soterrada durante a madrugada. Teresa Firmino Texeira, de 36 anos, morreu ao lado dos três filhos: Michelle, de 17 anos, Nádia, de 14, e Guilherme, de 4. "Caiu tanta terra, lama e pedra que foi difícil encontrar os documentos para poder enterrar minha irmã e as crianças", dizia, em estado de choque, Sônia Firmino Teixeira, de 33 anos. A casa dela também está interditada, mas Sônia diz que, apesar do perigo, terá de voltar, porque não tem para o onde ir. Segundo ela, há três anos os moradores pedem à Defesa Civil para construir um muro de contenção no local, que estava sob ameaça de desabamento.Na cidade do Rio, todos os funcionários da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para o atendimentos às vítimas. A Defesa Civil ficou em estado de alerta permanente e fez um apelo à população para não sair de casa, mesmo sendo véspera de Natal. O próprio subsecretário da Defesa Civil ficou ilhado de manhã no quartel-general, na Praça da Bandeira, zona norte. Árvores tombaram, ruas ficaram alagadas em diversos pontos e barreiras deslizaram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.