Já são 7 os mortos em caçada a líder do tráfico no Rio

Subiu para sete o número de mortos no terceiro dia de operações policiais no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, em conseqüência da caça ao traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu. Nesta quinta-feira, duas pessoas morreram num confronto com a polícia. Na noite de terça-feira, quando a caçada ao criminoso teve início, cinco pessoas foram mortas em tiroteios com policiais militares, que afirmam terem baleado Dudu. Hospitais e clínicas foram investigados, mas o traficante continua foragido. Até o início da noite de hoje, os dois mortos não haviam sido identificados. Segundo a PM, que apreendeu dois revólveres com os homens, eles eram traficantes. Pelo menos cem policiais de três delegacias participam da operação nas favelas da Fazendinha e Grota, que fazem parte do complexo do Alemão. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, disse que a busca ao criminoso é difícil porque Dudu conta o apoio de traficantes de vários morros, que o ajudariam a controlar o tráfico de drogas na Rocinha, favela que Dudu invadiu em abril deste ano. O confronto resultou na morte de 13 pessoas. "Esse acordo permitiu a ele ter uma série de pontos onde se esconder: favela do Jacarezinho, Complexo do Alemão, Fazendinha, Grota, Vila Cruzeiro. Em todos esses locais ele foi visto, mas essa falta de fixação prejudica nosso trabalho."

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