Jaboatão cresce pela localização

Cidade da Região Metropolitana do Recife é a 8.ª maior fora das capitais

Angela Lacerda, RECIFE, O Estadao de S.Paulo

19 Agosto 2009 | 00h00

Jaboatão dos Guararapes, 687.688 habitantes - segunda maior população e também segunda maior economia de Pernambuco e a oitava cidade mais populosa do País fora das capitais -, teve crescimento basicamente espontâneo, sem planejamento, principalmente em função da sua localização estratégica, e a despeito de administrações desastrosas. Em 2008, a população era de 678.346 habitantes. Nos últimos 40 anos, o município sofreu quatro intervenções administrativas - uma federal e três estaduais - por recomendação do Tribunal de Contas do Estado -, além de uma intervenção na Câmara. Vizinho do Recife - que não tem mais para onde crescer -, o município é uma continuação da capital na área litorânea, ao sul. Com 256,1 mil km², tem polo industrial expressivo, com empresas de grande porte e se destaca pela logística: é cortado por três BRs - 101, 232 e 408 - e está próximo de Ipojuca, onde está o porto de Suape. Secretária de Planejamento de Jaboatão, Sheila Pincovsky destaca que o crescimento do município se deu inicialmente como expansão dos bairros ao sul da capital e por causa da política de habitação nas décadas de 70 e 80, com a construção de conjuntos habitacionais pelos governos federal e estadual. O atual prefeito, Elias Gomes (PSDB), assumiu em janeiro comprometido com a moralização e a retomada da credibilidade do governo municipal no setor público. Para a secretária, Jaboatão dos Guararapes tem potencial estratégico de crescimento econômico, com qualidade de vida, desde que o município seja dotado de um mínimo de estrutura e gestão. DESIGUALDADES A cidade é marcada pela desigualdade e contrastes sociais. Com PIB de R$ 4,7 milhões (2006), que representa 8,5% do PIB do Estado, tem apenas 3% de cobertura de esgotamento sanitário e enfrenta sérios problemas ambientais e alagamentos na área industrial. Tem quatro hospitais (0,9 leito por 100 mil habitantes) e 51% da população que trabalha ganha de meio a dois salários mínimos. A inadimplência com a prefeitura é muito alta diante da descrença pelas sucessivas administrações ineficientes.

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