Jaques Wagner prevê 'guerra prolongada' em Salvador

Capital baiana vive onda de ataques feita por traficantes; governador transferiu 14 suspeitos nesta 5ª

Agência Brasil,

10 de setembro de 2009 | 14h30

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), anunciou nesta quinta-feira, 10, que o contingente de policiais em Salvador será aumentado com o remanejamento de homens do interior do Estado. "Essa guerra é sem trégua, sem fronteira e prolongada", declarou o governador à imprensa.

 

Wagner informou que quatro pessoas envolvidas nos atentados foram mortas na noite passada. "Se houver conflito aberto, eu vou torcer que tombe alguém do mundo do crime", disse. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), não ocorre nenhum novo incidente desde quarta às 20h40.

 

Para conter a onda de ataques, o governo decidiu transferir para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas (PR) mais 14 pessoas ligadas ao Comando da Paz, facção criminosa do traficante Cláudio Campanha - apontado como responsável pelos atentados a postos e veículos policiais e a ônibus na capital baiana.

 

Os presos embarcaram ao meio-dia em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) na Base Aérea de Salvador. A SSP informou que está descartado o pedido de convocação da Força Nacional de Segurança (FNS) Pública para ajudar no combate ao crime na cidade.

 

Criminalidade

 

Um suposto traficante morreu nesta manhã após uma troca de tiros com policiais militares na Avenida Pinto de Aguiar, perto do Estádio Pituaçú, zona oeste de Salvador.

 

De acordo com a Polícia Militar, três homens reagiram a uma abordagem e iniciaram o tiroteio. Dois conseguiram fugir e um deles foi baleado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Geral, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, os PMs apreenderam um revólver calibre 38.

 

(Com Fabiana Marchezi, da Central de Notícias)

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