Jobim admite preocupação de Lula com setor aéreo, mas minimiza incidentes

'Síndrome da conspiração e do acidente não existe, diz ministro; 'Anac está tomando providências'

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

04 de agosto de 2010 | 19h41

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao deixar o Clube Naval após cerimônia de apresentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dos oficiais promovidos, tentou minimizar os problemas que estão sendo enfrentados pelos passageiros nos aeroportos de todo o país por causa da empresa aérea Gol. "A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está tomando as providências", declarou o ministro, que reconheceu, no entanto, que o presidente Lula demonstrou preocupação e perguntou a ele sobre o assunto.

 

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"Na hora que ele demonstrou preocupação, eu dei a notícia a ele do que estava sendo feito. E foi só isso", desabafou o ministro. Indagado se não temia que esses problemas pudessem levar a outro acidente, o ministro respondeu: "Não. Essa síndrome da conspiração e do acidente não existe."

 

Lembrado das denúncias feitas pelo Sindicato dos Aeronautas e pelo próprio pessoal da Gol de que teriam dormido durante o voo, o ministro insistiu que a Agência está agindo. "A Anac está tomando as providências normais, necessárias e absolutamente corretas", reiterou o ministro, acrescentando que, com relação ao assunto da Gol, vão haver multas e uma série de providências.

 

"A presidente da Anac, a doutora Solange (Solange Vieira), está tomando as providências absolutamente adequadas, decorrentes de uma agência com absoluta autonomia", completou.

 

Questionado sobre se a aplicação de multas resolveria o problema, o ministro respondeu: "vai resolver". Jobim justificou que alguns dos problemas da Gol foram provocados pelo deslocamento de aviões de voo de carreira para voos charters. "Há uma coincidência em relação ao uso de charter para a Argentina. Mas tudo isso está sendo administrado pela presidente da Anac. A Anac sabe o que está fazendo", disse.

 

Sobre a conversa que teve com o presidente, Jobim disse que o presidente não lhe pediu nada e avisou que este assunto é do ministério da Defesa. Em seguida, passou a explicar que, no encontro que teve com o presidente hoje, informou a ele sobre as providências que estavam sendo tomadas.

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