Jobim cobra da Anac maior fiscalização de jatinhos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, quer intensificar a fiscalização da aviação geral, que abrange jatos particulares, táxis aéreos e helicópteros. Depois de três acidentes com helicópteros quinta-feira e da queda de um Learjet ontem no Campo de Marte, Jobim determinou ao diretor da Anac Allemander Pereira Filho que faça uma avaliação do sistema de fiscalização, para verificar se as regras são cumpridas ou será preciso adotar normas mais rígidas.Especialistas dizem que, desde a extinção do Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão subordinado ao comando da Aeronáutica, a inspeção das empresas de aviação geral (táxi aéreo e jato executivo) é precária. No ano passado, quando foi criada, a Anac gastou R$ 7,4 milhões para fiscalizar o setor, ante os R$ 28,3 milhões desembolsados pelos militares do DAC em 2002. Nesse período, porém, o mercado cresceu pelo menos 50%. Questionada pelo Estado logo após o tragédia com o Airbus da TAM, a própria agência reconheceu que "o número de pessoas para fiscalizar é aquém do desejável". Mesmo sem saber os motivos dos acidentes dos últimos dias, Jobim recomendou aos novos integrantes da diretoria colegiada da Anac "um novo processo de fiscalização da aviação geral", por acreditar que há "muitos problemas nesse segmento".INFRAEROO presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra os aeroportos, Sérgio Gaudenzi, estava ontem em Buenos Aires e não tinha informações sobre o acidente no Campo de Marte. Mas afirmou que o aeroporto está em plenas condições de operação. BRUNO TAVARES E LUCIANA NUNES LEAL

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