Jobim confirma que vai mudar comando da Infraero

Novo ministro criticou a Anac por estar aparelhada politcamente e não tecnicamente

25 Julho 2007 | 21h56

Depois da troca de comando na cúpula do Ministério da Defesa, o governo deve decidir nas próximas horas a mudança, também, no comando da Infraero, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária. Na semana passada, o Planalto havia definido pela saída do atual presidente, o brigadeiro José Carlos Pereira, e nesta quarta-feira o novo ministro da Defesa confirmou que vai fazer a troca.   Um dos nomes cotados para dirigir a Infraero é o do ex-presidente do banco do Brasil, Rossano Maranhão. O Planalto também chegou a discutir o nome do ex-senador e ex-líder do governo no Congresso Fernando Bezerra (PTB-RN), mas avaliou que a escolha deve ir na direção de gente que tenha trânsito no mercado, entenda de logística e seja um gestor com capacidade para administrar uma Infraero que vai ser aberta ao capital privado.   Em sua primeira entrevista coletiva, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que além de promover a reestruturação de seus gabinete, também vai mesmo promover trocas no segundo escalão do ministério, inclusive na Infraero. Mas afirmou que fará "um levantamento da situação" nesta quinta-feira, quando receberá o cargo de Waldir Pires, e tomará a decisão até o fim de semana.   Jobim disse que as suas ações serão divididas em duas partes. Primeiro, visando o que já ocorreu, e segundo, analisando o que precisa ser feito para a estruturação do Ministério da Defesa. Segundo ele, há a avaliação do governo de que existem "disparidades de ações" entre os órgãos do setor aéreo.   O novo ministro, que criticou a Anac por estar partidariamente aparelhada, vai encontrar o mesmo problema na Infraero. Apesar de ter um brigadeiro no comando, a empresa estatal, dividiu seus cargos entre alguns técnicos de carreira e muitos políticos da base aliada do governo. Quando o político não ganhou o cargo, ele indicou um afilhado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.