Jobim diz não ser um ministro ''dissimulado''

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou crise no governo pelo fato de ter declarado voto no tucano José Serra na disputa presidencial de 2010. "Não sou dissimulado. Sempre disse o que pensava e o que fazia", afirmou Jobim, em entrevista ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Gustavo Uribe, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2011 | 00h00

Ele lembrou que, no ano passado, foi convidado a gravar inserções para a campanha eleitoral da então candidata do PT, Dilma Rousseff, e recusou o convite. "Todo mundo sabia das minhas relações com José Serra", disse, lembrando ser amigo do tucano.

Jobim negou que tenha a intenção de deixar o ministério e disse que sua relação com Dilma é "ótima". "A presidente é extraordinária e minha relação com ela é ótima, não tem problemas. Ela tem uma visão de futuro."

O ministro disse ainda que está no governo por prazer e não vê problema em ter declarado seu voto: "Meu papel no governo federal é institucional". Ressaltou também que deseja continuar no cargo e negou que esteja se sentindo desprestigiado por Dilma. "A política e a emoção são coisas que não coincidem."

A declaração de voto do ministro, segundo petistas, desagradou à presidente, que já estaria avaliando nomes para substituí-lo. Na sexta-feira, em evento no Palácio do Planalto, Dilma não citou o nome do ministro em discurso e o cumprimentou de forma protocolar.

A relação entre ambos passa por turbulências desde junho, após Jobim ter declarado, em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Senado, que é preciso ter tolerância com os idiotas. Em reunião com a presidente, ele negou que fosse referência a integrantes do atual governo.

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