Jobim diz que não lhe cabe comentar dados das caixas-pretas

A informação do ministro da Defesa foi dada após reunião com Lula, para discutir novo nome para Infraero

Lisandra Paraguassú e Leonencio Nossa, do Estadão

01 de agosto de 2007 | 17h58

O ministro da Defesa, Nelson Jobim,  que não lhe cabe comentar comentar as informações - que começaram a ser divulgadas nesta quarta-feira, 1,  - sobre o conteúdo das caixas-pretas do Airbus da TAM que explodiu no Aeroporto de Congonhas no dia 17 de julho.  "Estou conhecendo as hipóteses, mas não cabe a mim emitir qualquer juízo, até porque isso seria prematuro", afirmou. "Mesmo que tivesse competência para fazê-lo, não há elementos, ainda, para afirmar definitivamente qualquer coisa", disse Jobim, durante entrevista coletiva.  Ele deixou claro também que o governo não recuará da decisão de reduzir o tráfego no Aeroporto de Congonhas (SP). Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que as medidas tomadas pelo governo para redistribuir os vôos e reorganizar a malha viária levaram em conta a segurança dos passageiros. "A regra é a segurança, e não as conveniências", afirmou.  Segundo Jobim, o Aeroporto de Congonhas, onde explodiu um Airbus da TAM no dia 17, não deverá mais ser um ponto de distribuição de vôos com conexões e escalas.  "Será exclusivamente um aeroporto ponto a ponto, ou seja, de vôos diretos limitados a duas horas de duração", explicou. O ministro disse que cabe às companhias aéreas se adequar às medidas adotadas pelo governo. "A forma de se ajustar é problema delas", disse. Jobim informou que, na próxima semana, deverá discutir a questão da malha viária com os representantes das companhias aéreas.  "Devem saber, desde já, que há um pressuposto de que não haverá revisões nas decisões do Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil) no que diz respeito a Congonhas. Se não puderem cumprir, vamos ter outras soluções, mas vamos deixar bem claro que isso não muda. A decisão já foi tomada." O ministro concluiu: "É uma questão de execução. Agora, fazem parte do jogo as tentativas de pressão, que são legítimas". Infraero O ministro da Defesa  disse que ainda não há uma decisão o nome do substituto do atual presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. A permanência de José Carlos Pereira na presidência da estatal ficou insustentável após o acidente com o vôo 3054 da TAM, quando, no dia 17 de julho, um Airbus da empresa caiu no Aeroporto de Congonhas após uma tentativa frustrada de pouso. Na segunda-feira, 30, o governo anunciou que Pereira sairia do cargo e que um novo presidente seria escolhido para a estatal. 

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