Jobim diz que pode trocar diretoria da Anac após processo

Ministro da Defesa também fica irritado ao saber que diretora da agência não irá pedir afastamento do cargo

Rubens Santos, do Estadão,

23 Agosto 2007 | 19h16

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira, 23, que deverá esperar o resultado do processo administrativo disciplinar para trocar a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Nós estamos examinando", disse Jobim, ao ser questionado se há possibilidade de demissão da equipe antes da apuração por uma comissão. "Nós vamos abrir um inquérito, e já determinei a abertura de inquérito", comentou.   Diretora da Anac diz que quebra de seu sigilo é 'um absurdo' Diretora da Anac se defende e diz que não 'ludibriou' a Justiça CPI quer suspender vôos sem reverso Denise Abreu nega renúncia da diretoria da Anac Na CPI, Denise pede desculpas aos familiares do acidente da Gol  Todas as notícias sobre a crise aérea   Especial sobre a crise aérea    Porém, ao ouvir sobre a afirmação que Denise Abreu, diretora da Anac, fez à CPI da Câmara na qual ela não pediria seu afastamento do cargo, Jobim reagiu com uma certa irritação: "Absolutamente não quero saber o que ela possa desejar ou deixar de desejar".   Também evitou comentar nomes ou a existência de nomes que, efetivamente, poderão substituir o atual comando da Anac. "Vamos aguardar", disse o ministro, lançando expectativas sobre o resultado final do processo administrativo disciplinar instaurado para investigar responsabilidades, na Anac, pelo envio de documento sem valor legal à Justiça.   O "aguardar", se fez entender o ministro, está relacionado a uma seqüência jurídico-administrativa a ser cumprida. Onde se destaca a definição dos nomes que farão parte da comissão de investigação e, após "baixar o quadro de nomeação", iniciar à apuração do caso. Tudo somado, o processo pode significar o prazo entre um a três meses. "Há um momento em que não se antecipa decisões", disse Jobim, "mas decide-se depois da apuração; Nada está apurado ainda", comentou. "Há indícios, mas depois da apuração haverá uma decisão", encerrou.   O ministro da Defesa esteve nesta quinta em Goiânia em visita à Brigada de Operações Especiais (BOE). Inaugurou o primeiro túnel de vento vertical, da América Latina, a ser utilizado no treinamento de pára-quedistas do Exército. Trata-se de uma câmara, com quatro metros de diâmetro e 12 metros de altura, que permitem a flutuação de uma pessoa, possível pelo fluxo de ar com velocidade superior a 200km/h.   Após a inauguração, discursos e desfile ao som da banda militar, o ministro visitou o Aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia, cujas obras de ampliação estão paradas há nove meses, por suspeita de superfaturamento. O ministro explicou que as obras poderão ser retomadas se, pelo menos duas barreiras, forem superadas:   "Há dois problemas", enumerou Jobim. "Um: o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a retenção de valores, a empresa que comanda o grupo, que está tocando a obra, já entrou em contato com a Infraero para acertar estes detalhes", disse ele. "No entanto, vindo para cá, recebi notícias de que uma ação do Ministério Público de Goiás suspendeu as obras. Então, primeiro vamos enfrentar estes dois temas", afirmou, após considerar que a obra é fundamental para o Estado e como opção para o DF.

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