Jobim evita comentar prisão de controladores do Cindacta-4

Questionado sobre se a decisão não revoltaria a categoria; Jobim disse que situação está sob controle

Tânia Monteiro, Estadão

16 de agosto de 2007 | 13h16

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, evitou polemizar sobre a decisão da Justiça Militar de Manaus, que mandou prender sete controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-4), em Manaus (AM), preventivamente, desde terça-feira. A decisão foi dada pelo juiz José Barroso Filho, da 12ª Circunscrição Militar.   "Isso é uma decisão do Poder Judiciário e decisão do Poder Judiciário o Poder Executivo não examina. A matéria é afeita agora exclusivamente ao Poder Judiciário militar, que integra o sistema judiciário brasileiro. Logo o ministro da Defesa não tem absolutamente nada a dizer a respeito das decisões que são tomadas na esfera de sua competência pelo Poder Judiciário", declarou Jobim.   Questionado se não achava que esta decisão que estava sendo considerada radical demais pela categoria, não poderia gerar revolta dos controladores e mais problemas no tráfego aéreo, o ministro respondeu: "Absolutamente (não vai gerar revolta). Está tudo sobre controle".   O juiz José Barroso Filho, da 12ª Circunscrição Militar, não estipulou uma data para o fim da prisão, que tem prazo inicial de 30 dias. Cinco dos controladores estão presos em quartéis do Exército e na Base Aérea de Manaus.   Um está detido em Porto Velho (RO). Barroso Filho acatou a acusação formal do Ministério Público Militar contra os sete controladores por participação no motim que paralisou o tráfego aéreo brasileiro em 30 de março deste ano. Os militares também são acusados de indisciplina, incitamento a desobediência e de divulgar fatos que levam as Forças Armadas ao descrédito.

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