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Jobim nega erro e afirma que trilha de destroços confirma sua versão inicial

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a negar ontem precipitação ao afirmar, em entrevista coletiva na terça-feira passada, que os primeiros destroços encontrados eram do Airbus A330 da Air France. A informação foi desmentida no dia seguinte pela Aeronáutica, apontando que as peças encontradas até ali não pertenciam ao avião - o encontro de destroços do Airbus só foi confirmado quatro dias depois, no sábado. O ministro foi criticado por militares, parentes de vítimas e pela imprensa internacional. Acompanhe todas as notícias e o que já foi publicado a respeito da tragédiaJobim negou ter errado, afirmando que se referia não a uma única peça, mas "aos cinco quilômetros de destroços encontrados no local". "Foi essa informação que dei às famílias. Isso foi confirmado e, hoje, percebemos que lá foi o local onde se resgataram corpos", disse o ministro, em evento em São Paulo. "É absolutamente irrelevante o que foi dito pela imprensa francesa, porque, na verdade, aqueles eram os destroços do avião." Ele afirmou também que divulgou as informações para aliviar "a angústia das famílias".Ao rebater as críticas, o ministro mostrou indiferença. "Com tanto tempo de vida pública, tenho costas de crocodilo e arrogância de gaúcho", disse Jobim, natural de Santa Maria (RS). "Aguento tudo, não me emociono."O ministro também negou que o incidente tenha criado problemas com a França - mas ressaltou, em dois momentos, "erro de contabilidade" da Marinha francesa. "Os franceses erraram, contaram mal", afirmou, em referência à fragata Ventôse, que disse ter recolhido oito corpos, quando na verdade eram sete. Ele ressaltou ainda que não há previsão para encerramento das buscas.

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