Jobim: obra na pista principal de Cumbica começa em setembro

As obras de recuperação da pista principal do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, serão iniciadas em setembro, conforme anunciou ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo, no Senado. Os trabalhos vão começar por uma das cabeceiras e depois passarão para a outra, sempre com interdição parcial da pista. Só em janeiro, quando as duas pontas estiverem recuperadas, os 1.400 metros do meio da pista serão consertados, com o fechamento completo, em janeiro e fevereiro de 2008. Com isso, o final das obras que estava previsto para março, foi antecipado para fevereiro. Nos dois meses em que a pista principal de Cumbica ficar fechada, 21 freqüências de vôos e decolagens serão transferidas para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Até o fim de agosto, a Infraero deverá ter concluído as obras de ampliação do terminal de passageiros de Viracopos, que, atualmente, recebe 840 pousos e decolagens, mas tem disponibilidade para receber mais 763. A primeira interdição, de setembro a outubro, será de 1.700 metros. Em novembro e dezembro, será fechada a outra extremidade, com 1.400 metros. Em janeiro, o meio da pista e a área de escape serão recuperados. A obra envolverá toda a recuperação da pista e aplicação de grooving (ranhuras que evitam o acúmulo de água), além da instalação de novos ILS, equipamento que permitem pousos e decolagens com mau tempo. O ministro disse que está conversando com o governador de São Paulo, José Serra, sobre a necessidade de construção de ligações expressas entre São Paulo e Guarulhos e São Paulo e Campinas, já que os aeroportos passarão a ser mais usados. As obras, reconheceu o ministro, não são de curto prazo. Jobim defendeu ainda a construção de um trem como o que ligava Rio e São Paulo. Ele anunciou que já conversou com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a necessidade de liberar mais recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a infra-estrutura de aeroportos. Já estão autorizados R$ 3 bilhões.

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