Jobim refuta críticas e reafirma que destroços eram de Airbus

Ministro da Defesa afirma que falou sobre o assunto para aliviar a angústia das famílias das vítimas do Voo 447

Carolina Freitas, Agência Estado

08 de junho de 2009 | 15h29

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reagiu nesta segunda-feira, 8, a críticas de que teria se precipitado ao relacionar os destroços encontrados no mar ao Airbus da Air France que desapareceu na rota Rio-Paris na noite de domingo, 31. Jobim declarou que optou por falar dos destroços para aliviar a angústia das famílias das vítimas do acidente. Ele também defendeu o trabalho das Forças Armadas brasileiras. "É um trabalho extraordinário, irretocável."

 

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Um dia após o ministro ter feito a declaração, a Aeronáutica o desmentiu, apontando que as peças eram de madeira e não poderiam pertencer ao avião. Jobim negou ter errado, pois se referia a uma trilha de destroços que eram do Airbus e depois se dissiparam no mar. "Acho absolutamente irrelevante o que foi dito pela imprensa francesa porque, na verdade, os destroços eram do próprio avião", disse em evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.

 

Em resposta às acusações, o ministro mostrou indiferença. "Tenho costas de crocodilo e arrogância de gaúcho", disse Jobim, nascido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. "Nunca me abalei com críticas, aguento tudo, não me emociono."

 

Jobim aproveitou para retrucar as críticas, ao lembrar que a França errou nesta segunda a conta do número de corpos localizados no mar. "Os franceses erraram, contaram mal, deram a informação de um corpo a mais." A fragata Ventose, da Marinha francesa, informou ter recolhido do mar oito corpos, mas, na verdade recolheu sete.

 

No total, foram tirados do mar 16 corpos. Um deles, de acordo com Jobim, sem condições de ser identificado.O ministro reiterou que a prioridade da Aeronáutica e da Marinha brasileira é resgatar corpos, não localizar a caixa preta do Airbus. A peça, que pode elucidar as causas do acidente, está sendo procurada por um submarino francês.

 

Apesar da rusga, o ministro descartou qualquer abalo na relação entre Brasil e França. "As críticas fazem parte da tensão, da necessidade de dizer alguma coisa", disse. Jobim não descartou a possibilidade de cobrar, no futuro, da Air France os custos pelo trabalho de resgate, hoje pagos pelo governo brasileiro. Questionado sobre a hipótese, respondeu: "É um assunto que ainda não examinei. Vou examinar após (o resgate)."

 

Atualizado às 17 horas para acréscimo de informações.

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