Jobim se encontra com Lula antes de reunião política

No início da tarde desta segunda-feira, ministro participa de sua primeira reunião no Conac

Leonêncio Nossa, do Estadão,

30 Julho 2007 | 11h34

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, participa da reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião prevista para as 9h30 só começou às 10h15, porque o ministro teve um encontro reservado com o presidente, no Palácio do Planalto.   A pauta da conversa é o assunto que deverá ser discutido nesta segunda-feira, 30, na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), que está prevista para começar ao meio-dia. Será a primeira reunião do conselho com a participação do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim.   A reunião, programada para acontecer entre as 12 e 14 horas, tem outros três assuntos em pauta: como impor às companhias aéreas uma nova malha aeroviária que não dependa do aeroporto de Congonhas como roteador de vôos (hub); o que fazer para esvaziar Congonhas da aviação geral (táxis aéreos e jatos particulares) e transferir esses movimentos para o aeroporto de Jundiaí (SP); como fazer Viracopos, em Campinas (SP), ganhar capacidade para acolher até 2,5 milhões de passageiros por ano.   O Conac proibiu conexões e escalas em Congonhas - o aeroporto passará a só operar com vôos diretos apenas para cidades que fiquem, no máximo, a duas horas de vôo. Proibiu também a decolagem e pouso de vôos charters e fretados de lá, inclusive nos fins de semana, além de endossar medida que já havia sido adotada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na semana anterior, de reduzir de 44 para 33 movimentos de pouso e decolagens por hora em Congonhas, mesmo com a reabertura da pista principal.   Para acomodar os vôos excedentes do aeroporto, as companhias terão de redistribuí-los para Cumbica (SP), Tom Jobim (RJ) e Confins (MG). Jundiaí deverá absorver a maior parte dos jatinhos da aviação geral.   Nesta segunda, o Conac vai passar a limpo todas as decisões da reunião da semana passada e checar que providências foram tomadas pela Anac e pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Na segunda-feira passada, embora ainda na gestão Waldir Pires, a reunião foi comandada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.   A reunião terá também um lado político, com o novo ministro, Nelson Jobim, começando a dar orientações para o setor - parte delas sairá da reunião da coordenação política do Planalto, a partir das 9 horas. Apesar de não ter sido assinado ainda o decreto ampliando a composição do Conac, que passaria de seis para oito ministros, a reunião desta segunda deverá ter novos integrantes presentes.   Com isso, vão se sentar à mesa, também, os ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, e Tarso Genro, da Justiça, ao lado dos ministros da Defesa, das Relações Exteriores, do Turismo, da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Casa Civil.   Ainda participam da reunião, como "convidados permanentes", o diretor-presidente da Anac, Milton Zuanazzi, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, o diretor-geral do Decea, brigadeiro Ramon Cardoso, e o diretor do Departamento de Política de Aviação Civil (Depac), Rigobert Luncht. Nesta reestruturação do Conac está prevista também a criação de uma secretaria executiva exclusiva para o órgão.   Destino de Pereira   José Carlos Pereira, presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), pretende discutir nesta segunda-feira, 30, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sua permanência na estatal. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Pereira afirmou que deve conversar com Jobim sobre o assunto na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), em Brasília, na tarde desta segunda.   "Existe uma pauta extensa, resoluções precisam ser tomadas, explicações dadas. No entanto, certamente, após a reunião, eu pretendo conversar com o ministro Nelson Jobim para deixar tudo esclarecido. E para que a gente possa retomar a vida normal", afirmou o presidente da Estatal, contando que deve definir sua situação ainda nesta segunda.   Pereira afirmou que a Infraero vai sugerir, durante reunião do Conac, que os vôos no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, sejam reduzidos em 10%, passando das atuais 623 operações diárias para 562. Segundo ele, é necessário "desafogar" o aeroporto paulistano. "Seria uma redução bastante interessante, daria ao aeroporto uma margem de segurança, para evitar isso que está acontecendo hoje, ou seja, qualquer 'chuvinha' em Congonhas, o País entra em colapso" - afirmou.

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