Jobim tem pressa em ampliar espaço entre poltronas de aviões

Ministro da Defesa quer resolver logo a questão, mas presidente da Anac diz que processo é demorado

Tânia Monteiro, do Estadão,

10 de agosto de 2007 | 17h34

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira, 10, que tem pressa em atender às reivindicações dos passageiros no sentido de se ampliar o espaço entre as poltronas dos aviões, que as empresas aéreas vêm diminuindo, para aumentar o número de assentos e aumentar os lucros. Na quinta-feira, 9, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse que essa mudança no espaço interno das aeronaves é demorada, porque, por se tratar de empresas privadas, é necessário promover antes uma consulta pública. Nesta sexta, porém, Jobim insistiu na necessidade de rapidez na decisão e disse que espera das empresas é "a lucidez", já que se trata de uma reivindicação dos usuários. O ministro, que tomou posse na semana retrasada no cargo de ministro da Defesa, esteve no QG do Exército para receber a Medalha do Mérito Militar. Aos jornalistas, Jobim disse ainda que a Anac tem dificuldades operacionais e vem tendo problemas na percepção de suas ações em relação à população. "Trata-se de uma questão operacional. Temos uma visão de que, hoje, a agência tem problemas na percepção de suas ações, e quero lembrar que precisamos ter agentes que transmitam segurança ao País." Questionado se defende a reformulação ou extinção da Anac, o ministro respondeu que não quer falar em tese e lembrou que as agências reguladoras surgiram quando os setores forem privatizados e que, no caso da aviação civil, as empresas já eram privadas. Porém, Jobim enfatizou que, no seu entender, as agências têm que existir, para dar segurança ao País. Na próxima segunda-feira, o ministro da Defesa se reunirá pela primeira vez com toda a diretoria da Anac para discutir o que espera que venha a ser um novo modelo de gestão da agência. 

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