Jobim vistoria escombros e diz que tragédia ''''impõe ações''''

Novo ministro da Defesa, que também checou pista principal de Congonhas, andou pelo que restou do prédio da TAM Express

Camilla Rigi, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2028 | 00h00

Depois de vistoriar a pista principal do Aeroporto de Congonhas e andar pelos escombros do prédio da TAM Express que foi atingido pelo Airbus A320 dia 17, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a cena que viu "foi de uma tragédia impactante, que impõe ações". A declaração foi repassada pela assessoria, pois durante toda a manhã ele preferiu não conversar com os jornalistas. Jobim chegou à base militar do Aeroporto de Guarulhos por volta de 8h30. Depois de uma conversa com militares, seguiu de carro até Congonhas, onde chegou às 10 horas. Uma grande comitiva o esperava. Entre as autoridades presentes estavam o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão; o secretário de Justiça, Antônio Marrey; o comandante do Corpo de Bombeiros, Manoel Araújo, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e o chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, coronel Carlos Minelli de Sá. O ministro estava acompanhado do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. Por quase uma hora, eles vistoriaram as obras na pista principal de Congonhas e no talude da cabeceira que quase caiu durante a semana, depois de fortes chuvas. A canaleta que desvia água da pista quebrou no dia do acidente, mas ontem já estava consertada. Em seguida, Jobim seguiu a pé até o local do acidente. Cercado de assessores, atravessou a Avenida Washington Luís e foi para o prédio da TAM Express. Pelos fundos do edifício, numa escada do Corpo de Bombeiros, acompanhado de Saito e Marzagão, ele subiu ao que restou do terceiro e quarto andares do prédio e caminhou pelos escombros por alguns minutos. Depois, a comitiva seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), em Pinheiros, e para o Palácio dos Bandeirantes, para a reunião com o governador José Serra. LAMENTAÇÃO Após o encontro, Jobim disse que o único registro que pôde fazer sobre o que viu é uma "imensa lamentação". Mas ressaltou a metodologia utilizada pelo IML para identificar os corpos. "Para não ficar apenas nas informações, descemos ao necrotério para acompanhar o tratamento dado aos corpos. Terrivelmente impactante, para não dizer horroroso."

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