Jornais argentinos refletem o caos de São Paulo

A violência na cidade de São Paulo continua sendo capa dos principais jornais da Argentina, como o Clarín: "São Paulo, sob o terror e paralisada - caos interminável na maior cidade da América do Sul". Em três páginas dedicadas ao assunto,o Clarín relata o drama dos moradores de São Paulo, cuja cidade "tem cheiro de pólvora, mas o que se respira é terror e impotência". Clarín mostra o clima de guerra e pergunta: "como frear hoje o caos paulista?"O jornal comenta a oferta do presidente Lula para enviar as tropas do Exército, "mas o governador não quer que o presidente se meta porque é terreno de Geraldo Alckmin, seu antecessor, e candidato às eleições de outubro. Mas já não há espaço para quedas de braço políticas: com São Paulo sumida no terror, todos perdem".O La Nación também colocou o assunto como a principal machete de sua capa: "São Paulo, em estado de guerra por uma ofensiva de criminais". "Pânico, caos, 81 mortos, 90 ônibus incendiados, dezenas de prisioneiros amotinados e a mais violenta declaração de guerra do crime organizado contra o Estado brasileiro em toda sua história", relata o jornal.Em sua cobertura, La Nación opina que também "Lula, outro refém da violência" e detalha que "um dos motivos que explicam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, foi a aceitação, por parte dos setores que jamais haviam aceitado um presidente sindicalista de centro-esquerda, de que a violência havia superado todos os limites". Se considerava, continua, que certo giro social poderia conter as raízes da violência brasileira. "Três anos e meio depois da vitória de Lula, o maior problema do Brasil está fora de controle. Há, segundo cifras oficiais, aproximadamente 110 mortes violentas por dia".

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