Jornais britânicos destacam ascensão do "entediante" Alckmin

A imprensa britânica voltou a abordar nesta terça-feira a eleição presidencial no Brasil, com destaque ao crescimento da candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB. "Ele era criticado por ser entediante e chato e descartado como uma carta fora do baralho, mas o conservador Geraldo Alckmin conquistou o direito de uma disputa política com o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, após um crescimento de última hora em seu apoio ter suspendido as esperanças do governante de obter a reeleição no primeiro turno", disse o diário The Independent. Segundo o jornal, "a necessidade de um segundo turno vai resultar agora em outro mês de campanha intensa e brutal na qual Alckmin provavelmente vai tentar capitalizar sobre os escândalos de corrupção ao redor de Lula". Já o The Guardian afirma que o presidente Lula se vê diante de "uma dura disputa para um segundo mandato com uma oposição rejuvenescida após uma série de escândalos políticos terem prejudicado sua popularidade". De acordo com o jornal, antes do "dossiegate" Alckmin era desconhecido. "Muitos acreditavam que ele estava disputando apenas porque rivais melhores posicionados consideravam Lula popular demais para ser derrotado e preferiram esperar até 2010, quando o presidente não mais será capaz de se candidatar." O Guardian afirma que os líderes da oposição comemoraram o resultado de domingo como uma vitória sobre a corrupção. "No entanto, eleitores desiludidos continuaram céticos de que a cultura da corrupção poderia ser exorcizada tão facilmente", disse. O jornal Financial Times afirma que a questão mais importante a partir de agora é se "Alckmin será capaz de tirar eleitores suficientes de Lula para garantir uma maioria em 29 de outubro, e se a popularidade em queda do presidente atingiu o chão ou ainda tem espaço para cair".

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