Jornalista acusado de caluniar juízes é preso em AL

O jornalista João Marcos Sabará Carvalho, diretor e editor do semanário A Notícia, foi preso pelo delegado Carlos Alberto Reis, diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), por determinação do juiz eleitoral Fábio Ferrario.A prisão aconteceu no final da tarde desta quarta-feira, em apartamento do Flat Mariner, onde o jornalista reside com a esposa, Rita Veronese, no bairro de Ponta Verde, em Maceió.João Marcos estava com prisão preventiva decretada desde o início de junho. Ele é acusado de ter cometido crime de calúnia contra três magistrados alagoanos. O jornalista publicou matéria no semanário A Notícia, acusando três juízes eleitorais de terem recebido propina para beneficiar o prefeito do município alagoano de Junqueiro, João José (PSDB), num processo que poderia redundar na cassação do mandato do político.Além de decretar a prisão do jornalista, Fábio Ferrario também havia determinado, no mês passado, o fechamento do semanário. Posteriormente, o magistrado revogou esta última decisão, e o semanário voltou a circular.No entanto, João Marcos continuava na condição de foragido da Justiça, enquanto seus advogados tentavam cassar o decreto do magistrado alagoano junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No último dia 24, o ministro Jorge Scartezinni, do STJ, manteve a decisão do juiz Fábio Ferrario e negou medida liminar que beneficiaria João Marcos Carvalho. O jornalista continuou na condição de foragido.Inicialmente, o decreto do juiz deveria ser cumprido pela Polícia Federal (PF), mas, como o jornalista não foi encontrado na sede de A Notícia, o caso passou para a Polícia Civil. Carlos Alberto Reis disse que colocou dois policiais para vigiar João Marcos, nas proximidades da sede do jornal, que funciona na galeria do Flat Mariner.Um dos policiais estava disfarçado de vendedor de picolé. "Quando o jornalista desceu para comprar sorvete, o policial deu-lhe voz de prisão", revelou Reis, acrescentando que João Marcos foi levado para o presídio Baldomero Cavalcanti, onde aguarda julgamento definitivo do habeas-corpus pelo STJ.

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