Jornalista de SP é perseguida e ameaçada de morte

Nos últimos cinco meses, a jornalista responsável pelo Jornal de Conchal, Selma Côrrea,registrou cinco boletins de ocorrência na Polícia Civil por ataques e ameaças. Em um dos casos, ela conta ter sido ?avisada? de que poderia morrer se o jornal quinzenal insistisse em investigar e denunciar irregularidades cometidas na administração municipal. Conchal é uma cidade da região norte do Estado de São Paulo.Na mais recente ocorrência, no último dia 29, a fachada do Jornal de Conchal foi atingida por pelo menos uma dúzia de ovos. Há ainda uma tentativa de invasão do jornal, um furto qualificado contra o Uno Mille da jornalista e a distribuição de CDs, pelos Correios, com reprodução de conversas íntimas que ela manteve com uma pessoa muito próxima.No dia 22 de agosto, conforme Selma, um empresário, amigo do prefeito de Conchal,Valdeci Aparecido Lourenço (PFL), pediu um encontro com a repórter para negociar umanúncio. ?Ele perguntou por que eu falava mal do prefeito. Disse que podia acontecer comigo omesmo que aconteceu com outro repórter. Escreveu Tim Lopes em um papel e colocou no bolso. Disse que estava apenas me avisando?, afirmou a repórter. A conversa não foi gravada.A jornalista registrou o boletim de ocorrência 20 dias depois. O empresário confirma o encontro, diz ser amigo do prefeito, mas nega as ameaças. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o prefeito também desconhece as ameaças.Segundo a assessoria, o jornal cumpre a função de fiscalizar, e a administração tem esclarecido asdúvidas dos repórteres sempre que questionada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.