Jornalista seqüestrada é dopada por dois dias

Uma mulher raptada na zona Sul de São Paulo foi dopada por seus seqüestradores durante quase dois dias. O grupo deu calmantes para a vítima perder o sentido e não identificar o local para onde foi levada. A jornalista Sandra Bird Pirajá, de 34 anos, foi encontrada com sinais de perda de consciência e forte tontura, no final da noite deste sábado, na rua Sílvia, na Bela Vista, região central da capital paulista, por policiais militares. Ela havia sido seqüestrada na noite da última sexta-feira (05) por dois homens e uma mulher enquanto estava sacando dinheiro num caixa eletrônico do Bradesco, próximo ao Shopping Ibirapuera, na zona Sul da mesma cidade.Sandra estava a pé e ao sair do caixa foi rendida pelos homens e encapuzada pela mulher. Logo em seguida, a jornalista foi colocada num carro. Ela não soube explicar para onde foi levada pois, durante todo este tempo, Sandra foi dopada com calmantes dados pelos seqüestradores, dentre eles, o remédio Lexotan, de forte atuação no sistema nervoso. Estas foram as conclusões dos médicos que atenderam a vítima. Isso tornou ainda mais difícil à vítima identificar o local para onde foi levada pelos sequestradores.A família de Sandra, que mora no Rio de Janeiro e estava em São Paulo a trabalho, deu queixa de desaparecimento na polícia, que começou a investigar o caso. Os seqüestradores não entraram em contato com os familiares, mas todo o saldo bancário da jornalista foi retirado pelo grupo, que fazia vários saques em diversos caixas-eletrônicos da Zona Sul de São Paulo.No final da noite deste sábado, ao perceber os policiais militares, Sandra, que já estava em liberdade, contou aos policiais o que tinha acontecido. ?Não dá para imaginar que até a pé nós somos vítimas de seqüestros", disse Neli Pirajá, tia de Sandra.Ela estava com bastante dificuldade para falar, ainda sob o efeito dos medicamantos. Devido à queixa no Setor de Desaparecidos da Polícia Civil, foi fácil a localização da família. Sandra foi encaminhada para um pronto-socorro e passou por um processo de desintoxicação. De acordo com os exames realizados na madrugada deste domingo, a vítima não sofrou nenhum tipo de alteração sangüínea, o que descartaria qualquer risco maior à saúde de Sandra.

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