Jornalistas debatem situação na Argentina

Dois jornalistas argentinos revelaram posições antagônicas no debate da tarde do seminário, sobre "A situação da mídia argentina". Pablo Mendelevich, do jornal La Nación, descreveu um cenário em que a imprensa daquele país "sofre ataques, mas que não são sistemáticos".

Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2010 | 00h00

Ele descreveu com detalhes o episódio da perseguição feita ao jornal El Clarín pela presidente Cristina Kirchner - que leva adiante, segundo ele, um governo "que não é plural, mas binário" e na área política reduz tudo a uma disputa "amigo/inimigo".

Mendelevich criticou duramente a chamada Lei dos Serviços Audiovisuais, que tenta controlar a mídia. Sobre acusações da presidente de que a imprensa "impõe a sua agenda" e "mente segundo sua conveniência, ele replicou: "Não é nada disso. O negocio da mídia não é a mentira."

Briga. A jornalista Maria Eugenia Ludueña, que falou em seguida, defendeu essa lei. "Nessa briga, os dois lados falam em pluralismo mas nenhum deles o pratica", afirmou, acrescentando que a mídia argentina "não é objetiva e não é neutra". Ela entende que a chamada Lei da Mídia "tem pontos fracos, mas traz um avanço" no debate sobre o assunto no país vizinho. "Ela não resolve a questão da censura e nem a do acesso à informação", exemplificou.

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