Jornalistas sob ameaça vão ter apoio de ONG

Dedicado a uma questão crucial do jornalismo atual - a segurança dos repórteres na sua busca de notícias -, o Instituto Internacional de Segurança da Imprensa (Insi) anunciou anteontem, em Londres, a criação de um escritório em São Paulo para assistir jornalistas na América Latina.

Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2011 | 00h00

Criado em 2003, o Insi (na sigla em inglês, Internacional News Safety Institute) já treinou quase mil pessoas, em 16 países, para reduzir riscos e enfrentar melhor situações incertas. Chega ao Brasil tendo como parceira a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Abraji - cujo vice-presidente, Marcelo Moreira, será seu primeiro presidente regional. "A partir da experiência do Insi poderemos desenvolver mais de perto as práticas que podem diminuir o risco dos jornalistas na região", diz Moreira.

Ele chega com uma boa carga de trabalho. Só no Brasil, que vive uma democracia sólida e livre, morreram cinco jornalistas no último ano. No México, foram mais de 30 mortes em quatro anos. No planeta, 1.200 em dez anos - uma a cada 72 horas.

Uma das tarefas básicas do instituto é levantar fundos para organizar treinamento básico - e gratuito - de jornalistas. Outra, manter alerta uma rede de informações entre empresas, famílias e profissionais em situações de sequestro. Uma terceira é fazer valer, em focos de violência, a resolução 1.738 da ONU, que estabelece garantias para civis em áreas conflagradas.

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