Jovem arrastada recebe alta

?Não quero saber quem é?, diz Flaviana, sobre condutor; ela ficou 47 dias em coma induzido

Cláudio Dias, ARARAQUARA, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

A estudante de Administração de Empresas Flaviana Barbosa, de 27 anos, deixou ontem o hospital em Ribeirão Preto onde estava internada após ser atropelada e arrastada por 900 metros enquanto passeava de moto com o noivo, em 26 de setembro, em Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo. Com várias fraturas e queimaduras de terceiro grau, chegou a ficar 47 dias em coma induzido e passou por uma série de cirurgias. O acidente aconteceu quando o carro dirigido por Admilson Alves de Oliveira, de 26 anos, bateu na traseira da moto. Flaviana ficou presa embaixo do carro, que não parou.A estudante disse ontem que não tem qualquer notícia sobre o motorista que a arrastou. Ainda abalada com o acidente, não se deixa fotografar. "Não conheço ele e nem quero saber quem é. Sinceramente, não tenho raiva dele nem lhe desejo mal, mas não quero ver foto e nem saber quem é", diz. Admilson está preso na Penitenciária de Araraquara e responde a processo por tentativa de homicídio. Flaviana afirma que está se recuperando bem. "Não estou 100%, mas estou me recuperando. Não sinto mais dor e a dor na cabeça que me incomodava no hospital passou quando eu vim para casa." A jovem não tem nenhuma lembrança do acidente. "Só lembro de sair de casa e dar uma volta com o meu noivo. Depois disso, tudo se apagou. Só lembro de acordar em Ribeirão Preto", frisa a estudante, citando o dia em que saiu do coma induzido, 47 dias após o atropelamento. "Quando eu acordei me avisaram que eu tinha sido atropelada e estava internada em Ribeirão. Só que até hoje não lembro nada." Agora, segundo a estudante, em 2009, ela passa a reconstruir partes do corpo destruídas com o acidente. "Aos poucos eu terei de voltar para o hospital para ir melhorando, mas só de estar consciente é uma boa", conta.CHORO"Ela ainda está sofrendo muito. Algumas vezes fica calada e chora", diz o pai de Flaviana, João Batista Barbosa Neto. Ele diz que a filha ainda passará por uma série de cirurgias plásticas. Ela ainda deve fazer operações na cabeça, no rosto, no peito e nas pernas. Os médicos estão prestando atendimento à estudante em casa. "Pelo menos ela vai passar o Natal com a gente", diz o pai.

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