Jovem de 15 anos é executada na zona norte

Rapaz de 19 diz que ''ficava'' com a vítima e queria um namoro sério; após discussão, ele a matou com um tiro, roubou um carro e foi preso

José Patrício e Humberto Maia Junior, O Estadao de S.Paulo

23 Outubro 2008 | 00h00

Uma menina de 15 anos foi morta ontem à tarde por um rapaz de 19, que queria namorá-la. Monique Azevedo levou um tiro na cabeça, disparado por Orlando Henrique Fernando de Jesus, após uma discussão. O crime ocorreu na casa dele, no Jardim Brasil, zona norte. Orlando só confessou à noite. Antes, disse que ela tinha sido morta por um traficante, que o teria obrigado a "dar sumiço" ao corpo. Monique foi encontrada no banco de trás de um Celta vermelho na Avenida João Simão de Castro, na Vila Sabrina, por volta das 15h30. O caso foi descoberto por dois policiais militares à paisana, que cruzaram com Orlando quando ele tentava fugir pela Rodovia Fernão Dias. Os PMs voltavam para casa quando suspeitaram de Orlando e começaram a persegui-lo. Ao passarem por um posto da PM na região, pediram reforço. A abordagem foi feita na Avenida João Simão de Castro. O suspeito tentou fugir, mas foi preso. Ao se aproximarem do Celta, descobriram o corpo. Levado ao 90º DP, o jovem contou que Monique foi à casa dele por volta das 12h30. Segundo ele, os dois "ficavam". Ele exigia um relacionamento estável. Para pressioná-la, sacou a arma, um revólver calibre 38. A Polícia Civil suspeita que ele tenha abusado sexualmente da menina. Após matá-la, Orlando saiu para roubar um carro. Ele pretendia incendiá-lo com o corpo de Monique dentro. Segundo o delegado Paulo Gasparoto, antes de confessar, Orlando contou que a menina foi morta por um traficante que tem ponto na Rua Itamonte. Policiais fizeram diligências na área, mas o "traficante" não foi encontrado. Em seguida, foram à casa do suspeito. Na cozinha, encontraram manchas de sangue e balas de revólver. Diante dos fatos, ele confessou que o crime ocorrera em sua residência, mas seguiu acusando o "traficante". "Ele disse que a menina namorava o traficante e foi executada porque o tinha traído", disse Gasparoto. A mãe de Monique disse desconhecer um envolvimento entre Orlando e a filha. Para a família, ela tinha outro namorado, um jovem de 16 anos. O corpo foi reconhecido por um primo da jovem, Thiago dos Santos Marques, de 17 anos, e pelo tio Clovis Marques, de 54. O primo contou que havia conversado com a jovem no dia anterior, na casa dele. "Não havia nada de errado. Ela estava normal." Graça Fátima da Costa, vizinha da família da garota, garantiu que, além de trabalhar como atendente em uma perfumaria, ela ainda estudava em uma escola pública da região no período da tarde. A família de Monique é evangélica. A jovem tem outras três irmãs. A vizinha garantiu que a moça não tinha envolvimento com drogas.

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