Jovem desaparecido reaparece após 'próprio funeral' em SC

Gabriel Birr apareceu em Jaraguá do Sul após família reconhecer e enterrar corpo de indigente como o seu

Júlio Castro, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2008 | 19h42

O jovem Gabriel Birr, de 19 anos, ganhou notoriedade na cidade de Jaraguá do Sul, região norte de Santa Catarina, após ficar uma semana desaparecido e, depois de ter seu corpo reconhecido no Instituto Médico Legal (IML) pelos próprios familiares, reaparecer, para surpresa de todos, na localidade de Garibaldi, zona rural da cidade catarinense. Gabriel não acreditou que havia sido enterrado até ir ao cemitério onde viu seu nome escrito em um túmulo, um dia após "seu próprio funeral".   O drama da família começou no último sábado, 4, quando um corpo foi encontrado boiando no Rio Jaraguá. A notícia foi divulgada pelas rádios da cidade e, pelo menos, oito famílias, com parentes desaparecidos, estiveram no IML para o reconhecimento do cadáver. A mãe de Gabriel, Lídia Birr Krichonski, e o padrasto, Dorival Krichonski, também estiveram no IML, mas somente o padrasto entrou no local e "reconheceu" o enteado, porém sem certeza absoluta.   A esperança era de que Gabriel aparecesse para votar no domingo, mas ele também não esteve na sua sessão eleitoral. Depois de mais uma visita ao IML, desta vez com a mãe, ela não teve dúvidas: era Gabriel. O corpo foi liberado para o funeral na manhã de segunda-feira, 6, e teve as despesas pagas pelo patrão de Dorival, também candidato a vereador.   Pelo menos duas horas depois do enterro chegou a notícia por uma conhecida da família de que Gabriel havia sido encontrado. Foi então localizado no centro da cidade. "Ele nos informou que estava na casa da namorada. Apuramos também que o Gabriel não mantinha um bom relacionamento com o padrasto. Sobrou de tudo isso um constrangimento muito grande da família ao se precipitar numa questão tão delicada", afirmou o escrivão e comissário do IML Marcos Cesar Pessotti.   Segundo o comissário, Gabriel não possui bom comportamento social. "O caso não caracteriza um crime, mas sim um equívoco", afirmou Pessoti, acrescentando que o corpo enterrado por engano foi dado como indigente. A família de Gabriel autorizou a manutenção do cadáver do estranho no túmulo. Na terça-feira, além de ir ao cemitério para apagar o nome do filho da lápide, a mãe também foi à igreja cancelar a missa de sétimo dia que encomendara.

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