Reprodução Google Street View
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Jovem diz que foi enterrado vivo por traficantes em MG

Segundo Samuel Alves de Oliveira, ele foi chamado para fumar maconha mas acabou sendo agredido por três pessoas; caso ocorreu em julho

Leonardo Augusto, especial para O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 00h38

Belo Horizonte - Um rapaz de 18 anos disse à polícia de Confins, na Grande Belo Horizonte, que foi enterrado vivo por dois homens após apanhar e levar dois tiros. Segundo investigações da Polícia Civil, Samuel Alves de Oliveira, teria sido levado por dois homens após ter roubado 400g de maconha de dois traficantes.

Em depoimento, o jovem disse que em 26 de julho os dois homens - Sérgio Costa da Silva, de 24 anos, e Carlos Vinícius dos Santos Pereira, de 28 anos - o chamaram para fumar maconha mas, quando chegou ao local, foi colocado no porta-malas de um Opala e levado para a zona rural em uma área próxima à MG-010 - estrada que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Confins. Segundo Oliveira, os homens o agrediram com pauladas, dois tiros na nuca e, quando acharam que estava morto, o enterraram em uma cova rasa. Uma mulher identificada como Ana Maria da Silva também teria participado das agressões, de acordo com o jovem. 

Ainda segundo informações fornecidas à Polícia Civil, depois de retirar a terra de cima de seu corpo, o jovem conseguiu chegar até a rodovia, onde foi socorrido por um casal. Uma ambulância foi chamada e o levou ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, onde ficou internado durante quase um mês. 

"Dias depois, Ana Maria informou à mãe do jovem desaparecido que ele havia sido sequestrado e morto por traficantes da região, já que teria subtraído maconha dos suspeitos. A investigada chegou a informar e ir onde o corpo teria sido dispensado após o crime, mas policiais e bombeiros realizaram buscas no local com cães e nada foi encontrado", afirma comunicado da Polícia Civil. 

Um mês depois do desaparecimento de Oliveira, a mãe do rapaz foi informada pelo serviço social do hospital que o filho estava no hospital em coma, e que, ao retomar a consciência, prestou declarações à polícia. 

O jovem deixou o hospital com paralisia na face e problemas de visão. Os suspeitos do crime serão indiciados por sequestro e tentativa de homicídio. 

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