Jovem é morta a tiro em tentativa de roubo

Tamires Burlani foi abordada por dois assaltantes em um semáforo

Andressa Zanandrea e Gabriela Gasparin, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2015 | 00h00

A jovem Tamires da Silva Pança Burlani, de 19 anos, morreu com um tiro no rosto após um assalto por volta das 21h30 de anteontem, quando voltava da casa de uma amiga em Diadema, na Grande São Paulo. Ela foi baleada dentro de seu carro, um Corsa, ao ser abordada em um semáforo por dois assaltantes. Segundo testemunhas, os ladrões se assustaram com os movimentos feitos pela jovem ao tentar tirar o cinto de segurança e atiraram. O roubo ocorreu no cruzamento das Avenidas Conceição e Presidente Kennedy, no centro da cidade.Tamires voltava para casa, na Vila Eliza. Desempregada, havia trancado a matrícula no curso de Educação Física, que cursou até o segundo ano.Anteontem, ela tinha participado de uma entrevista de emprego para a área de vendas em Santo André, no ABC. Na hora do crime, Tamires voltava da casa da amiga Luciana Ribeiro, de 25 anos, de onde ela saiu às 21 horas, depois do jantar. ''''Eu fui com ela na entrevista. Foi a melhor tarde de nossas vidas. Só me lembro dela dando tchau'''', disse a amiga.Após matar a jovem, o ladrão, que ainda não foi encontrado pela polícia, roubou um Uno prata, da universitária Ana Karina da Costa Santos, de 22 anos, grávida de quatro meses, que estava logo atrás de Tamires, no mesmo semáforo. Em segundos, ele pegou o carro, deu ré e fugiu, levando a bolsa com os documentos da estudante. O Uno foi achado pela polícia em Americanópolis, perto da divisa de Diadema com a zona sul da capital. O automóvel já está com Ana Karina.INVESTIGAÇÃOAté ontem à noite, a polícia ainda não tinha pistas do criminoso. Um retrato falado feito com relato de testemunhas apontavam um homem negro, com idade entre 25 e 30 anos. Como não foram encontradas marcas de pneu no asfalto, a polícia acredita que Tamires não tentou acelerar o carro.A jovem foi enterrada ontem, sob protestos de familiares. ''''A violência aqui em Diadema ainda é muito alta. Ninguém mais tem segurança. O assalto ocorreu perto de um batalhão da polícia'''', disse um tio dela, Maurílio da Silva, de 64 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.