Jovem internado após treinamento da Marinha deve deixar CTI no Rio

Cerca de 60 foram para o hospital após surto de síndrome respiratória; parentes relatam exagero militar

Tiago Rogero, estadao.com.br

22 Agosto 2011 | 10h52

RIO - Milton Ferraz, o tio do aspirante a fuzileiro naval Victor Pereira, de 19 anos, um dos 57 recrutas internados depois de um surto de síndrome respiratória, disse que o sobrinho deve deixar nesta segunda-feira, 22, o Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte do Rio. Segundo ele, Victor se recupera bem e deve ser transferido até o fim do dia para um quarto. Mas ele não receberá alta do hospital.

 

O tio de Victor afirmou que faltou água para os recrutas durante o treinamento, no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, em Campo Grande, na zona oeste. "Ele disse que a quantidade de água era mínima para a carga de exercícios que estavam tendo. Acho que pode ter havido um excesso de vibração por parte dos treinadores", disse Ferraz.

 

Segundo nota divulgada pelo comando do 1º Distrito Naval, os 57 recrutas apresentam "boa evolução clínica e continuam recebendo a necessária assistência médica". Cerca de 30 devem receber alta nos próximos dias. O estado mais grave é o de Leonardo Gama Rodrigues, de 22 anos, que está com insuficiência renal, e, assim como Victor, está no CTI.

 

Os aspirantes apresentaram febre, dor de cabeça, tosse e coriza. A Secretaria Municipal de Saúde foi notificada pela Marinha por causa do número de aspirantes infectados, o que configura um surto. Os técnicos fizeram uma ação de bloqueio - ministraram antibióticos para militares e civis que tiveram contato com os rapazes que se sentiram mal. A secretaria tenta descobrir qual é a bactéria que provocou o surto.

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