Jovem morre intoxicado por gás gerado por aquecedor no PR

Monóxido de carbono, que é inodoro, ficou preso na casa pois chaminé é pequena e varanda estava fechada

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2008 | 16h29

O estudante Pedro Henrique Bittencourt, de 13 anos, morreu nesta terça-feira, 22, em Londrina, no norte do Paraná, por inalação de monóxido de carbono. Sua irmã, Natália, de 22 anos, sofreu intoxicação e, apesar de não correr risco de morte, precisou ser internada. Um cachorro da família também foi encontrado morto no primeiro pavimento do duplex. O quarto dos pais dos estudantes fica no pavimento superior e eles nada sofreram e nem perceberam a presença do gás venenoso, que é inodoro.   Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, que foi acionado às 9h45, o aquecedor de água funciona tanto com energia solar quanto com o gás de cozinha (GLP), que é acionado automaticamente quando o solar tem qualquer problema. O aparelho fica na varanda do apartamento. Ligado para esquentar a água que fica circulando internamente, a chama acaba queimando o oxigênio e gerando o monóxido de carbono.   O perito do Instituto de Criminalística de Londrina, José Denílson Santos, esteve no prédio e observou que a varanda estava fechada e a chaminé é pequena. Por isso, o gás venenoso acabou invadindo a área interna do apartamento. O adolescente dormia com a porta do quarto aberta e foi mais atingido pela intoxicação, enquanto sua irmã estava com a porta fechada. Quem percebeu o problema foi a empregada, que chamou os pais dos estudantes. O corpo do menino será sepultado na manhã desta quarta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
intoxicaçãoLondrinaParanábombeiros

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.