Jovem negro pode ter sido morto por engano por policial

Um soldado da 3ª Companhia do 03º Batalhão, ainda não identificado, está sendo acusado de matar um jovem de 21 anos, por engano, durante uma abordagem na zona sul da capital paulista. Ainda fardado, o soldado, após descer de seu próprio veículo, um Passat, atirou contra o peito de Paulo Édson Paulino, de 21 anos, que morreu logo após dar entrada no Pronto-Socorro Heliópolis, para onde foi levado por uma unidade de resgate dos Bombeiros. Segundo a namorada da vítima, Ana Paula Ferro, Paulo trabalhava como estagiário em uma gráfica, estava em liberdade condicional, pelo crime de roubo, e tentava refazer sua vida honestamente. Mas, por volta das 21h desta quinta-feira, na esquina da Rua Ribeirão Bonito com a Via Anchieta, no Moinho Velho, endereço do prédio onde morava com Ana Paula e sua tia, o rapaz foi surpreendido pelo policial militar assim que recebeu as chaves, jogadas pela namorada que o atendeu na janela.Quando jogou as chaves para o namorado e voltou para dentro do apartamento, Ana ouviu o disparo e o grito de Paulo por socorro. O rapaz caiu na calçada. O soldado foi impedido de abandonar o local. Parentes da vítima, o soldado e sua namorada prestam depoimento no 95º Distrito Policial, de Heliópolis, onde há duas testemunhas contra o soldado e uma a favor, a namorada. O soldado teria dito à tia e à namorada de Paulo que pensou que o rapaz estivesse realizando um assalto; depois disse que Paulo teria mexido com sua namorada, mas testemunhas dizem que o policial estava sozinho no carro no momento em que abordou a vítima.

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