Jovem que fugiu para encontrar namorado do Orkut volta para casa

Desaparecida desde o último sábado, dia 22, a jovem Arisla Contreiras dos Santos, de 17 anos retornou espontaneamente para casa nesta quinta-feira, 27. Arisla mora com os pais em um condomínio na Estrada do Coco, região metropolitana de Salvador e deixou a família desesperada, com receio de que ela tivesse sido raptada. A jovem retornou para casa, de táxi, pouco antes das nove da noite, e confessou aos pais que ficou hospedada durante o fim de semana em um flat na orla de Salvador. A suspeita inicial dos pais, e da polícia, é de que ela teria fugido de casa para encontrar-se com um namorado virtual, um mineiro de prenome Rick, que se autodenominava Jason. Arisla conheceu Jason na Internet e se comunicava diariamente através do site de relacionamentos Orkut. Depois de levar cerca de R$ 3 mil do pai, pediu numa carta, para não ser procurada. Um bilhete anônimo, deixado na portaria do condomínio, já tinha passado a informação de que ela estaria no flat, de onde saiu em um táxi na segunda-feira, com destino à Rodoviária. Com a confirmação, os pais estavam no terminal rodoviário, tentando descobrir seu paradeiro, enquanto ela era recebida em casa pela tia, e dizia que estava sofrendo de amnésia. Aos pais, pouco depois, Arisla contou que foi para uma localidade próxima de Lençóis, na Chapada Diamantina, onde ficou o até quarta-feira. O comissário de menores, Marcos Aquino esteve no flat onde a jovem estava hospedada e ouviu o gerente dizer que "foi a própria Arisla que preencheu a ficha de entrada, registrando-se como tendo 18 anos". De acordo com a mãe de Arisla, Alzira Contreiras ela completa dezoito anos no próximo dia dois de agosto. A mãe de Arisla passou os quatro dias em desespero. Depois de procurar a polícia, onde registrou o desaparecimento, foi à uma emissora de TV e apareceu fazendo um apelo à filha para que voltasse, em lágrimas. Peritos da Polícia Federal, a pedido da Interpol, passaram a semana analisando o computador pessoal da adolescente, encontrando indícios de que ela poderia ter fugido para encontrar-se com o namorado. Para o delegado Walter Seixas, coordenador da Polinter, "o caso não tinha características de seqüestro, e eu já havia tentado tranqüilizar a mãe da garota". Walter Seixas comentou que talvez os cuidados da família a estivessem reprimindo, e por isso ela pode ter tentado fugir. Ele garante, no entanto, que pretende ouvir Arisla, para esclarecer detalhes de sua fuga, se ela esteve em companhia de alguém no hotel, e se sofreu ameaça ou coação.

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