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Jovem que participou de ataque a escola do PR inicia ressocialização

Adolescente esteve envolvido no caso em que dois estudantes foram baleados no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira (PR); autor dos disparos segue em centro de socioeducação

Julio Cesar Lima, especial para O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 11h29

CURITIBA - Um dos adolescentes que participou de um ataque a tiros no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira (PR), começará a realizar trabalhos sociais no município nos próximos dias. Ele teve participação no caso, em que outro estudante disparou em sala de aula, ferindo dois colegas.

O garoto deixou o Centro de Socioeducação (Cense), em Cascavel, também no interior do Paraná, no sábado, 16. Ele já está em casa, onde viverá com a mãe, e terá acompanhamento psicológico. O jovem foi liberado depois que a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná acatou as alegações da defesa. Ele cumpria a medida socioeducativa desde novembro por tentativa de homicídio e resistência à prisão.

Segundo o advogado de defesa Leandro Chibiaqui, a Justiça reconheceu a necessidade de se individualizar a decisão. "Conseguimos distinguir o grau de participação de cada um deles, algo que a Justiça em Medianeira não havia considerado, mas agora conseguimos mostrar, não apenas isso, mas o trabalho que está sendo realizado para o retorno do jovem", disse, se referindo ao acompanhamento da psicóloga e ao projeto Ser Agricultor, da Universidade Técnica Federal do Paraná.

"A decisão foi tomada pelo TJ-PR durante o julgamento do Recurso de Apelação após sustentação oral realizada pela defesa, momento o qual fora individualizada a real participação dos dois menores envolvidos, atribuindo, consequentemente, a responsabilidade de cada um deles diante do fatídico ocorrido", explicou Chibiaqui.

Já o outro adolescente, que fez os disparos, foi condenado por porte ilegal de arma e deve continuar internado no Cense, conforme sentença do juiz da Vara de Infância e Juventude, Hugo Michelini Júnior. Ele deve ser avaliado a cada seis meses e sair em um período anterior a três anos, conforme o Estatuto da Criança e Adolescente.

Em setembro de 2018, o jovem que permanece no Cense atirou contra colegas dentro do Colégio Estadual João Manoel Mondrone, ferindo duas pessoas, de 16 e 18 anos. Na ocasião, disse que estava sofrendo bullying e mantinha na mochila recortes de ataques similares ocorridos nos Estados Unidos.

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