Jovem viciado em crack viveu oito meses acorrentado em casa

Segundo pai do rapaz, ele mesmo pedia para ser preso; adolescente foi levado ao hospital na segunda-feira, 28

Antonio Carlos Garcia, especial para o Estado,

29 de julho de 2008 | 14h29

Um jovem de 17 anos, viciado em crack, vivia acorrentado numa cama de sua casa há oito meses, no Conjunto Roza Elze, em São Cristóvão, na região metropolitana de Aracaju, para não comprar a droga. O rapaz, cuja identidade não foi fornecida, pediu ao próprio pai, o pedreiro Aluísio da Silva, 45 anos, para acorrentá-lo. "Quando está em si, ele mesmo pede para ficar amarrado. Estou sem saber o que fazer e a quem pedir ajuda", disse.  Na segunda-feira, 28, o rapaz foi levado para o centro psiquiátrico da Prefeitura de Aracaju, no Hospital São José, e está dopado. O Conselho Tutelar de São Cristóvão, que vem acompanhando o caso, já havia encaminhado o rapaz para um abrigo, mas ele fugiu. Apesar da corrente grossa e cadeado grande, o rapaz conseguiu quebrar uma cama. Durante alucinação provocada pela droga, entrou num guarda-roupa e disse que estava escondido.  De acordo com a conselheira tutelar de São Cristóvão, Heloína de Azevedo, o caso deverá ser apurado pela Promotoria Pública. "Se ele está consumindo droga, tem algum adulto vendendo para ele. Já existe um processo aberto par investigar", informou. O adolescente estuda na Escola Martin de Oliveira Bravo, no Roza Elze, onde cursa a quarta série do ensino fundamental.

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