Jovens de classe média são acusados de estuprar menina em AL

Menina ficou grávida de um dos supostos estupradores e teve que abortar

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2009 | 15h43

Três jovens de classe média estão sendo acusados de estuprar uma menina de apenas 11 anos no município de Teotônio Vilela, a 96 quilômetros de Maceió. O estupro foi confirmado nesta quarta-feira pelo delegado Dalmo Lima Lopes, que investiga o caso. Além de estuprada, a menor teria engravidado um dos estupradores, mas perdeu o bebê após um aborto induzido. Em entrevista a uma emissora de rádio, o conselheiro tutelar de Teotônio Vilela, Ednaldo Cruz disse que o laudo sobre o estupro ainda não saiu, mas a menina já foi ouvida e confirmou que foi estuprada. Cruz disse ainda que após ouvir a menor, junto com os demais conselheiros tutelares, encaminhou o caso também para o Ministério Público Estadual, para que fosse apresentada denúncia contra os agressores.

 

O conselheiro negou que tenha denunciado o promotor de Justiça Jomar Amorim de omissão. "O que eu fiz foram críticas a atuação do Ministério Público enquanto instituição, por que a morosidade na apuração dos fatos se deve muito mais a sobrecarga de trabalho do promotor, que responde também pela comarca de Porto Real de Colégio e Maceió, do que a disposição do promotor de apurar os fatos", comentou.

De acordo com a polícia, a menor deu entrada, na quarta-feira (22), em processo de "abortamento em curso", na Maternidade Nossa Senhora da Guia, no bairro do Poço, em Maceió, onde foi atendida e passou por uma curetagem. Dois dias depois, a menina recebeu alta médica e voltou para casa, onde se encontra incomunicável, pois sua família teme por sua vida.

 

Nas investigações, a Polícia Civil confirmou que a menor foi aliciada por um dos acusados, por meio de um site de relacionamento na Internet, levada para um motel na cidade, embriagada e estuprada. Os acusados foram identificados apenas com Raul, Léo e Beto. Eles têm entre 22 e 23 anos, são filhos de comerciantes influentes na cidade e negam o estupro. No entanto, eles ainda não foram ouvidos pela Polícia Civil.

 

A reportagem  procurou ouvir o promotor de Justiça Jomar Amorim, acusado pelo conselheiro tutelar de Teotônio Vilela, Ednaldo Cruz, de estar tentando proteger os acusados do estupro contra a menor de 11 anos. A denúncia foi feita em entrevista do conselheiro a uma emissora de rádio local. Procurado pelo celular fornecido pelo MPE,  ele não foi localizado. A assessoria do MPE disse que só o promotor de Justiça do município poderia falar sobre esse assunto e que até o momento ele não tinha se manifestado sobre a denúncia do conselheiro tutelar.

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